segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Qual a diferença entre intensidade e magnitude de um sismo?


"Um sismo pode ser avaliado consoante a sua intensidade e a sua magnitude. A intensidade sísmica é um parâmetro que permite avaliar as vibrações sísmicas sentidas num certo local tendo em conta os efeitos produzidos em pessoas, objectos e estruturas. É determinada pelo preenchimento de um questionário padrão distribuído pelas entidades oficiais. Para se medir a intensidade de um determinado sismo existe uma escala criada por Giuseppe Mercalli que criou uma Escala de Intensidades Sísmicas com doze termos. Contudo, hoje em dia a mais aceite e utilizada é a Escala de Mercalli Modificada que consta de doze graus baseados em percepções e em acontecimentos qualitativos. Após a determinação da intensidade sísmica de um sismo num número significativo de locais da região onde foi sentido, e localizado o epicentro, pode-se assim traçar num mapa da região (…).


A magnitude é um parâmetro que permite avaliar um sismo e é proporcional à quantidade de energia libertada no hipocentro de um sismo, sendo determinada pela amplitude do registo das ondas sísmicas do sismograma. Assim para um sismo existe apenas uma magnitude e varias intensidades, isto porque um sismo é sentido com intensidade diferente em diferentes locais, conforme a sua distância ao epicentro, a geologia da região, o tipo de construções que nela existem ou a sua densidade populacional. Ao contrário da escala de intensidades que é qualitativa a escala que mede as magnitudes é quantitativa, uma vez que a magnitude calcula-se a partir de dados fornecidos pelos sismogramas. A escala de magnitudes mais utilizada é a Escala de Ritcher. Esta é uma escala logarítmica, o que implica que a subida de uma unidade na escala representa um aumento da energia libertada cerca de trinta vezes maior. 


Segundo Ritcher, a magnitude (M) é calculada a partir do logaritmo da amplitude máxima, registada num sismograma por um sismógrafo – padrão colocado a 100 km do epicentro. 
Os sismos com magnitude inferior a dois, geralmente não são sentidos, embora sejam registados. Apenas os sismos com magnitude superior a cinco provocam danos materiais."





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